Queria o verso mais antigo para falar de nós
Um verso bonito e não,
esses versos oblíquos que faço sem pensar
Um verso carente, sem essa postura inconsequente
que escrevo quando estou doente.
Preciso de palavras novas,
porque essas tempestuosas
já não combinam com a gente.
Quero palavras sutis, doces, amadas.
Quero a calma das harpas ao som da flauta
Fazendo eu te enxergar sem luneta
Agora que enxergo toda a sua leveza
Busco sua riqueza que um dia deixei passar.
Em mim, em ti, nos tranborde o amor
Configurado de lado, atento, sem passado,
do passado, só o amor.
Sem o louvor disfarçado,
Sem o tormento de momentos
Só o amor.
Talvez você leia e não entenda,
somente compreenda, porque assim funcionamos bem,
sem quem nos diga nada.
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