Quem não ama o amor em desconforto,
seria egoísmo chama-lo de estorvo?
Desaprendi a amar
por não saber se quero ou não
se se aprisiona em meu peito
o sinal de amor em reclusão
Desaprendi a escrever
e não fazer mais canção
e se as palavras param de renovar
Imagino eu, ser alerta de observação.
"To acampada num coração
sem saber o destino certo,
meu barraco as vezes molha
enquanto eu choro, molha o colchão
Ontem a noite sorri pra lua
/um riso longo de pedido
Pra talvez me assentar
Mas, tenho medo desse perigo"
Me ocorreu em pensamento
Que talvez não seja o momento
De querer pensar a vida
Se me penso ser movimento
Mas, acontece se não penso
Em alerta eu não fico
E nunca fui de levar
A vida de improviso
O medo é angústia
Das mais anunciadas
Que as vezes some no meio
Do vento, terra e da água
Por isso, por decisão
me parece que houve, carta de reintegração.
7 de fevereiro de 2017
Nenhum comentário:
Postar um comentário