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quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Copo d'água.

Abri a porta do banheiro e dei de cara com minha cara no espelho, lavada, coesa
cheia de razão. Entrei no banho coesa, cheia de mim, botei um fim. Saí correndo
pela sala pelada, pra pegar a toalha que sempre esqueço no colchão.
No meio do caminho a campainha tocou e como eu sempre tava acostumada a
receber grandes amigxs pelada, olhei no olho mágico, destranquei a trava e saí correndo,
pelada.
Quando voltei, usava uma calcinha. Calcinha velha, rasgada, daquelas bem folgadas.
Calcinha de dormir.
Meu cabelo tinha acabado de ser lavado, sem creme, sem óleo, sem nada.
Fui na cozinha pegar um copo de água, copo d'agua extremamente pensado, pra
poder o olhar de lado para saber sua reação.
Peguei o copo, fui para sua frente e sentei no restinho de banco que sobrava de você.
Me virei de lado e ia começando  a contar um caso quando ainda de lado, me puxou
bem delicado, me jogou do outro lado e beijou meu corpo todo, no chão.

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