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segunda-feira, 24 de novembro de 2014

A um Homem, Branco, Heterossexual.

A você companheiro, estou pedindo (ainda) que ouça e que me entenda.
Com toda a paciência que tenho, e olha que tem sido muita.
Porque por mais que eu grite, altere a voz e aponte o dedo na sua cara em alguns momentos,
SIM, eu tenho sido paciente.
Eu ainda te vejo como companheiro.
Por mais difícil que seja para uma Mulher, Preta, Bissexual,
por mais intolerável que pareça ser, eu sei que no fundo, no fundo,
você é meu companheiro, você é meu aliado e não inimigo.
   É que suas atitudes, companheiro, fazem questão de tentar me provar o contrário as vezes.
Eu consigo até te admirar em suas lutas, mas infelizmente,
você ainda escolhe quais lutas tocar, e assim fica muito difícil te ver, companheiro.
O que você não consegue entender,
é que essas opressões que você não quer perceber, machucam.
E vindo do histórico de vida de cada mulher, pode machucar mais umas que outras.

Por último companheiro, não tenho raiva por você ser Homem, Branco e Heterossexual., não.
Tenho raiva (que tenho controlado) é de você não querer sair do local de privilégio,
Que bom que você não sofre nenhum tipo de opressão,
Mas por favor, por amor, pelo que você acredita...
SAIA DESSE LOCAL DE OPRESSOR.
  Não sei se percebeu, mas usei "companheiro" durante todo a carta,
para que eu nunca esqueça que você é meu companheiro
para que eu nunca esqueça que você é meu companheiro
para que eu nunca esqueça que você é meu companheiro.
E se eu to te escrevendo isso, é porque sei que no funfo, bem lá no fundo,
eu acredito que você não queria ser isso que você é.

"O maior erro do opressor, foi me fazer nascer."

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