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domingo, 9 de novembro de 2014

Deixa quieta.

Me deitei sem nenhum cheiro
meus sonhos pulavam
minhas mãos inertes
e meu corpo calado
Esses olhos erguidos
não mexem mais
meu andar ta parado
caminhando no automático
A lua me olhava
sem eu nem perceber
o banco vazio
me deixava sentada
pasma. Adequada.
Um movimento deslize
e um puxão de acorda
O meu braço caído, pedia
Implore,
Eu inerte sem vida
pedia, me solte.
Sem sombra, sem norte
Aposte.
"-Ela vai parar,
levantar nunca fez seu estilo"

Nunca que eu tive esse vício
de querer melhorar.
Não vai ser me desafiando
que irei me levantar.
Minha solidão é querida
a criei como se cria um filho.
meu canto é desalmado
quando soa, morre todo um lado.


Um comentário:

Suilan Pedreira disse...

"E meu coração embora finja fazer mil viagens, fica batendo parado naquela estação..." na mesma hora me veio à cabeca. Sua escrita , é meio como um desassossego.