Meu corpo
Na busca incessante
De um conforto obsoleto,
Procura em meu peito
Essa vontade perto-distancia
E vago no quarto
Deitada em lado
Olhos sempre fechados
Já lhe sinto em mim.
E vou sentindo em teu peito
Um bombear no coração
Me contando segredos.
"Volta a bater, ou não".
E me passo em enxurrada,
te levando comigo
a boca se faz em sorriso
que se mergulha peito em água.
E o conforto refaz o laço
De obsoleto a novos tempos
Sendo construído a passos largos
E nossos valores se reescrevendo.
Lhe cheiro os olhos
Te vendo inteiro
Me pego em medo
Com essa oração.
E olho feio
por sentir medo
não quero isso
não gosto não
Lhe quero tanto,
quanto
O dia em que corri
Porque vi algo passar
E você é que tava lá
Assentado, parecendo uma ilusão.
Fui de mão ao teu encontro
Carregada de vícios
Carregada de sorriso
E fomos fazendo a limpeza da casa.
E agora sinto sem jeito
Um dos nós se desfazendo
O tempo sede efeito
De chegada de novos ventos.
Lhe quero tanto
Que sou capaz de virar vento
E arrodear seu corpo inteiro
E lhe sentir ser movimento.
16 de outubro de 2016
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