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terça-feira, 1 de novembro de 2016

Tempo, verbo amar.

Teus olhos aquecem em meu peito
o que chamariam de conforto
Olhem os cheio de vida
Olhos envolto de povo.

De onde falo, aqui, palpita
em disparada  pelo mato
Fazendo do solo, sagrado
Correndo em boca, saliva.

Em transversal inquilina
um sentimento se absorve
O corpo expurga e se move
A absorção em vigia.

E como é feita de escolha
E o tempo é verbo de amar
Vou saneando o momento
Desabo em choro, a esperar.

31 de outubro de 2016

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