Estou construindo casas.
Não conforme a casa fechada,
mas, sim casa de vida.
De tempo esquecida,
casa aberta, sem muro e pedra
casa de Tereza, a poesia.
Estou a brincar no meio da construção
porque se esquecer de brincar
acaba construindo a desilusão.
E toda sabedoria
vivida ou escrita
vira casa construída
casa de Tereza, a revolução.
Mas como tudo na vida
tem uma mania aflita
de virar obrigação,
a casa vai construída
parecendo que nunca termina,
e vai crescendo a flor, menina
parecendo uma margarida
se perdendo em cada rima,
se lembrando da construção.
A casa tá sempre em construção.
23 de setembro de 2016
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