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quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Há quantos metros se explica o amor

se mora longe
a metros do passado
se folga hoje
se nos temos lado a lado
se vejo em olho
com o braço cruzado
se ainda ontem
eu tive um colapso
dentro da gente borbulha em corpo
alguma saudade de um mundo novo
borbulha em peito a nossa vontade
de termos inteiro, por todas as tardes.
em cima da gente, párea o infinito
de medir o quão bonito
ver-sentir o amor florido
ver-sentir-ser florescer.
e ver crescer no céu longínquo
a longinquidade de ser o tempo
e abrir no vão, mais um momento
de temperar sem tempo errar.
amar o amor que sente em corpo
colher o pólen, a flor em gozo
beijar o céu, sentir o vento
sentir você, ser movimento.

5 de janeiro de 2017

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