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domingo, 18 de setembro de 2016

qual o tempo do amor

sobe em pernas,
um peso que nunca vi.
como se construísse em amor
e fizesse casa em mim.
com entrada diferente
portas feito que esquenta
mastros livres, irreverentes
chão tão manso quanto o mar.
sala feita de quintal,
poesia, visão de carnaval
um retrato-pintura
de tantas cenas, augúria
lembranças lembradas
como dúvida para mim.
como coração de corpo
se ele não o percorre todo
e ficar um pouco ausente
já faz tempo então, não sente
o que ganharia o jogo.
não tem fim,
essa casa feita a mão
com detalhe de poltrona
cujo rei, não senta não.
em meu pouso,
agora assenta
de forma água, livre e raio
acampada em seu coração.
Recebi noticia prévia
até com carta de anuência
e um escrito de paciência
"-Eu que vou me assentar".
Olho denso, pele sua, pode entrar nego,
faz morada em casa nua.

18 de setembro de 2016

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