Hoje a lua preenche por dentro
essas estradas entre nós.
Me enquadra em água e brasa
por todo meu corpo desatam os nós.
Ontem, suas mãos espaçadas
de tempo em tempo se encaixa
em pés, pernas e se entrelaçam
como dança de casa.
Ora dançada, ora calma.
Noite tão cheia se descasca
em lembranças outras de casa.
Os tambores aqui, vos fala
em gritos contidos
de vidas passadas.
E a lua tão cheia, clareia a mata
em Corpo-Sombra
chapéu e barba.
Se faça o sonho de sermos planos
caminhos traçados.
Quilombo-casa
15 de setembro de 2016
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